Separatistas descobrem que Aécio seria presidente do Sul e desistem da independência

Depois de descobrirem que o senador Aécio Neves (PSDB) obteve quase 60% dos votos validos na ultima eleição para presidente da República na região Sul do país, os separatistas do movimento “O Sul é o Meu País” desistiram da independência.

Com o resultado da ultima eleição, Aécio seria o presidente da República sulista. “Talvez os nordestinos não sejam tão ruins assim na hora de votar”, disse um dos representantes do movimento.

Senado derruba decisão do STF que mandou afastar Aécio Neves do mandato

O plenário do Senado Federal revogou nesta terça-feira, 17, por 44 votos a 26, o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB) imposto pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no final de setembro. A decisão do colegiado da Corte foi motivada pela acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) com base nas delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F. O senador foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário e está sendo acusado dos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Entenda o que pesa contra o tucano, via Estadão:

Deflagrada em maio, a Operação Patmos, um desdobramento da Lava Jato, embasou a denúncia apresentada por Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República. Segundo a acusação, Aécio aceitou propina de R$ 2 milhões, repassada pela J&F, e tentou obstruir investigações da Justiça.

O senador foi formalmente acusado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de justiça. Também foram denunciados por corrupção passiva a irmã de Aécio, Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Os três estão em prisão domiciliar.

A denúncia diz que, entre fevereiro e maio de 2017, os quatro – “agindo de modo livre, consciente e voluntário” –, participaram da solicitação e recebimento de vantagem indevida em benefício de Aécio.

Segundo a PGR, Andrea e Aécio contataram executivos da JBS, Frederico recebeu o valor em uma mala, e Mendherson guardou uma parte do dinheiro na casa de sua sogra. O valor foi encontrado pela Polícia Federal. A PGR afirma ainda que o valor foi pago em quatro parcelas de R$ 500 mil, entre abril e maio.

Além disso, a acusação aponta que o senador tentou obstruir investigações da Lava Jato, buscando interferir na decisão dos delegados que assumiriam os inquéritos. Com o mesmo objetivo, Aécio teria atuado nos bastidores do Congresso para “aprovar medidas legislativas para impedir ou embaraçar a apuração e a efetiva punição de infrações penais que envolvam a organização criminosa.”

A PGR relata que Joesley Batista narrou os fatos, apresentou documentos e outros meios de provas – inclusive gravação de áudio. A acusação destaca ainda um trecho da delação de Batista que relata o pagamento de R$ 60 milhões ao parlamentar, em 2014.

O procurador pede que Aécio e Andrea Neves sejam condenados a pagar R$ 6 milhões – R$ 2 milhões como reparação por danos materiais e R$ 4 milhões por danos morais – causados por sua conduta. Pede também que “os condenados detentores de cargo, emprego público ou mandato eletivo” deveriam perder sua função pública, por terem violado “seus deveres para com o Estado e a sociedade”.

Outros inquéritos. Além desta acusação, Aécio é alvo de outros oito inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

O inquérito 4.244 do STF investiga se ele cometeu os crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro envolvendo a geradora de energia estatal Furnas.

O de número 4.246 busca apurar a suposta prática dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, falsidade ideológica, corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro pelo senador. A suposta atuação seria para maquiar dados da CPMI dos Correios, em 2005, e esconder a relação entre o Banco Rural e o mensalão mineiro.

Os inquéritos 4414, 4423, 4444, 4436 e 4392 pedem investigação de crimes como corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa Odebrecht. Os supostos crimes foram levantados a partir de delações de executivos e ex-executivos da empresa, que disseram que Aécio e outros participaram de recebimento e direcionamento de vantagens ilícitas.

O último inquérito antes do que chegou a causar o afastamento do senador foi o de número 4483, que também relaciona delações de Joesley Batista e gravações apresentadas pelo delator. O inquérito foi requerido em face do presidente Michel Temer, de Aécio Neves e do ex-deputado Rodrigo Loures.