Tramontina diz que panelas também podem ser usadas para protestar contra Temer

A fabricante de panelas Tramontina informou em nota que suas panelas também são resistentes em casos de manifestação contra o governo do presidente Michel Temer.

“Nossas panelas podem ser usadas em qualquer protesto, não só contra governos do PT”, diz a nota da empresa.

Antes de deixar o cargo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou a cúpula do PMDB da Câmara, alvo de um inquérito da Polícia Federal enviado ao STF, segundo informações da revista Carta Capital.

Integram a organização liderada por Temer os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Henrique Alves (AL). Os três últimos estão presos.

Temer é acusado de liderar organização que desviou 587 milhões

Segundo o PGR, o esquema desenvolvido permitiu que os denunciados recebessem pelo menos 587 milhões de reais em propina. Segundo relatório da PF da segunda-feira 11, Temer se beneficiou de 31,5 milhões de reais ao utilizar terceiros para executar tarefas ilegais.

Segundo a denúncia, eles praticaram ações ilícitas em troca de propina por meio da utilização de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. A Procuradoria acusa Temer de ter atuado como líder da organização criminosa desde maio de 2016.

De acordo com o relatório dos agentes federais que embasa a denúncia de Janot, a soma dos desvios que beneficiaram diretamente Temer incluem 500 mil reais pagos a Rodrigo Rocha Loures, o “homem da mala”, 10 milhões de reais em doações pelo Grupo Odebrecht, 20 milhões de reais referentes ao PAC SMS da empreiteira e 1 milhão de reais supostamente pago ao coronel João Baptista Lima, pelo Grupo J&F Investimentos.

Além da acusação de chefiar a organização, Temer foi denunciado pelo crime de obstrução de Justiça, baseado principalmente na delação da JBS. Michel Temer é acusado de instigar Joesley Batista a pagar, por meio de Ricardo Saud, vantagens a Roberta Funaro, irmã de Lúcio Funaro.

Os três são denunciados por embaraçar as investigações de crimes praticados pela organização criminosa liderada por Temer.